Órgãos Sociais do FACRA

Conselho de Supervisão

O Conselho de Supervisão é composto por 3 (três) membros.

Compete especialmente ao Conselho de Supervisão a:

  • Supervisão estratégica do FACRA;
  • Supervisão, revisão e adaptação da estratégia de investimentos e desinvestimentos do FACRA;
  • Supervisão financeira do FACRA, podendo emitir parecer ou fazer recomendações sobre as demonstrações financeiras e orçamentos do FACRA;
  • Definição de limiares por transação, a partir dos quais é necessária a aprovação da Comissão de Investimentos.

Membros:

Sérgio Serrão – Presidente
Jean-claude de Morais – Vogal
Raul Silva – Vogal

Perfil dos Membros do Conselho de Supervisão

– Sérgio Eduardo Sequeira Serrão nasceu no dia 06.06.1951 no Município de Caconda, Província da Huíla. Tem como habilitações académicas o Curso Geral do Comércio e Administração e a Licenciatura em Direito na opção Jurídico-Económica obtida da Faculdade de Direito na Universidade Agostinho Neto.

A sua carreira profissional engloba 38 anos no Banco Nacional de Angola, no qual desempenhou várias funções, desde Tesoureiro, Chefe de Secção de Crédito e Circulação Monetária, Chefe de Secção de Contabilidade e Gerente. Desde 1986, foi Director Provincial da Actividade Bancária na Província do Huambo, Director Nacional da Área Comercial do BNA – Moeda Nacional, Director Nacional da Emissão e Crédito, Director Nacional da Contabilidade e Gestão Financeira, Director Nacional do Gabinete de Auditoria Interna e Director Nacional da Gestão de Risco do BNA. Representou o Governador do BNA na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Fina Petróleos, tendo presidido às reuniões das Assembleias Gerais Ordinárias durante 10 anos consecutivos.

Durante todo o período de trabalho efectivo, Sérgio Serrão participou ainda em vários tipos de formação, seminários, no encerramento da Área Comercial do BNA, entre outras tarefas organizativas.

– Jean-Claude Bastos de Morais é um empreendedor, capitalista de risco e filantropo com um profundo interesse no desenvolvimento socioecónomico Africano. No núcleo do seu trabalho filantrópico encontra-se a African Innovation Foundation (AIF), uma organização que fundou em 2009 para impulsionar o desenvolvimento Africano através do fomento da inovação. A AIF é anfitriã do Prémio anual de Inovação para a África (IPA), que foi lançado em 2011 em parceria com a Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA). Em 2012, a União Africana (UA) e a Comissão Económica das Nações Unidas para a África (UNECA) aprovaram uma resolução para promover uma sociedade baseada na inovação em África.

Bastos de Morais faz parte do conselho consultivo do Official Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF) e da University of Capetown Graduate School of Business. Também é membro do conselho internacional de fundação da Globethics.net, uma rede global líder que defende as práticas empresariais éticas e sociais.

Ele iniciou a sua carreira como consultor de gestão e detém um Mestrado em Gestão pela Universidade de Friburgo na Suíça.

Comissão de Investimento

A Comissão de Investimento é composto por quatro membros, todos especialistas em finanças corporativas, capital de risco, banca de investimento e sectores industriais e tecnológicos.

A Comissão de Investimentos considerar-se-á regularmente constituída, para o efeito de poder deliberar, sempre que esteja presente ou representada a totalidade dos seus membros.

Compete especialmente à Comissão de Investimentos a:

  • Definição das prioridades de investimento sob a estratégia do FACRA aprovada;
  • Revisão e validação das oportunidades de investimento e desinvestimento;
  • Prossecução dos relatórios de avaliação dos investimentos e desinvestimentos;
  • Revisão e aprovação dos planos de gestão activa para a carteira de investimentos do FACRA;
  • Aprovação do plano de negócios do FACRA;
  • Fixação do valor da remuneração dos membros do Conselho de Supervisão, da Comissão de Investimentos, do Conselho Fiscal e do auditor externo.
  • Aprovação do cálculo do valor patrimonial líquido do FACRA.
  • As deliberações da Comissão de Investimentos constarão de actas exaradas em livro próprio existente na sede do FACRA, as quais devem ser assinadas pelos seus membros ou respectivos representantes presentes na reunião em causa.

Profissionais de alto nível poderão participar das reuniões da Comissão de Investimento ocasionalmente e sem direito a voto, ou seja, académicos e especialistas com experiência relevante acumulada em suas áreas.

Membros:

Marcel Krüse – Presidente
Rui Gourgel – Vogal
Kanda Kassoma – Vogal
Teodoro Poulson – Vogal

Perfil dos Membros da Comissão de Investimento

– Marcel P. Krüse é um profissional da banca de investimento com foco nas áreas de capital de risco, participações privadas, gestão de fundos de investimento mobiliários, fusões e aquisições, start-ups, etc. Ele exerceu posições a nível da administração numa esfera nacional e internacional, e com uma exposição multissectorial.

Actualmente encontra-se em Angola desempenhando o rol de Presidente da Comissão de Investimento do Fundo de Capital de Risco Angolano FACRA. Antes tem desempenhado funções de CEO do Banco Kwanza Invest, a primeira instituição bancária Angolana dedicada à banca de investimento.

Na Suíça tem ocupado a posição de Director de um fundo de investimento mobiliário depois de ter tido várias posições em empresas líderes no sector da auditoria e consultoria como Deloitte & Touche e PwC PricewaterhouseCoopers.

Tem um Master MSc. em gestão pela Faculdade de Business e Economia da Universidade de Lausanne, na Suíça, e obteve o Diploma Federal Suíço de Revisor Oficial de Contas.

– Rui Gourgel nasceu em 1962 e é natural de Luanda. Obteve a sua Licenciatura em Engenharia Electrotécnica em 1988 pela Faculdade de Engenharia da Universidade A. Neto. Seguiram-se diversas Pós-Graduações e cursos nas áreas de Gestão Empresarial e Recursos Humanos, assim como o International Faculty Program – IESE Business School, em Barcelona, 2012.

É, desde 2009, Presidente do Conselho de Gestão do CINFOTEC – MAPESS (Centro Integrado de Formação Tecnológica), e desde 2010, Coordenador do Grupo Técnico/Unidade de Investimentos Públicos (UIP) da Casa Civil do Presidente da República de Angola. Desde 2012, Rui Gourgel desempenha funções de Gerente Executivo/Director Geral Adjunto da LUXERVIZA desde 2012, e é Professor convidado na Angola School of Management na Área de Política de Empresa.

Anteriormente, desempenhou funções na área do Ensino, no Instituto Politécnico Makarenko e no Departamento de Engenharia Electrotécnica da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, na qual foi Monitor, Assistente Estagiário, Assistente e Professor Auxiliar entre 1987 e 1999. Na Empresa de Distribuição de Electricidade de Angola (EDEL), desempenhou várias funções, atingindo o cargo de Presidente do Conselho de Administração e Director Geral, entre 1999 e 2005. Foi ainda Membro do Conselho de Administração do WESTCOR entre 2007 e 2012.

– Kanda Nimi Kassoma nasceu em 1977. Natural de Luanda, concluiu os seus estudos universitários em Londres, onde obteve o seu B.A. em Business Studies, na Universidade de Middlesex, em 1999.

Entre 1999 e 2008, o seu percurso profissional foi desempenhado na Sonangol Distribuidora, na qual foi Técnica de Análise de Investimentos e, entre 2004 e 2008, Líder da Equipa de Controlo de Gestão e Análise de Investimentos, na Direcção de Finanças e Planeamento. Membro do Grupo de Liderança TOP da Sonangol Distribuidora “G9” em 2007.

Representou a Sonangol Distribuidora na equipa de Redesenho do Processo de Análise e Gestão de Investimentos e foi parte integrante da Rede de Colaboradores do Projecto de Desenvolvimento Organizacional (PDO) do Grupo Sonangol.

Kanda Kassoma é Administradora da Etosha S.A desde 2009. É ainda, desde 2013, Membro do Comité de Investimentos do Fundo de Capital de Risco de Angola, Membro do Comité Municipal da JMPLA em Luanda, Membro do Comité do MPLA do Distrito da Samba, e desde Fevereiro de 2014, Membro do Comité Municipal da OMA em Luanda, estando integrada na Comissão de Auditoria e Disciplina.

– Teodoro Poulson, como Vogal da Comissão de Investimento do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA), o economista Teodoro Poulson lidera a estratégia de investimento global do Fundo e o fornecimento de oportunidades de investimento em Angola e em toda a região da África Subsaariana.

Antes disso, no período que vai desde maio de 2003 a setembro de 2013, Poulson trabalhou como operador de mercado monetário no Banco Nacional de Angola (BNA), o banco central do País. Neste papel, Poulson foi responsável por operacionalizar a gestão de ativos da carteira de investimentos do banco, e desempenhou também no BNA a função de analista de dívidas externas. Paralelamente á estas atribuições, Poulson foi professor não titular da cadeira de Macroeconomia no Instituto Superior de Relações Internacionais e Ciências Sociais em Angola.

Poulson possui uma pós-graduação em Comércio Internacional pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda, e um diploma de licenciatura em Economia e Gestão da Universidade Jean-Piaget, Angola.

ENTIDADE GESTORA

O FACRA é administrado por uma entidade gestora, que para todos os efeitos, é o representante legal da FACRA. A entidade gestora é responsável pela selecção das propostas de investimento, análise dos projectos e subsequentemente por submetê-los à Comissão de Investimento.

CONSELHO FISCAL

O Conselho Fiscal é composto por 3 (três) membros, incluindo um contabilista certificado e independente, a designar pelo Ministério das Finanças.

As principais funções do Conselho Fiscal:

  • A supervisão estratégica do FACRA;
  • Supervisão, revisão e adaptação da estratégia política de investimento do FACRA;
  • A supervisão financeira do FACRA, ter o direito de emitir opiniões ou para realizar recomendações sobre as demonstrações financeiras e orçamentos de FACRA;
  • Análise e discussão dos resultados sócio- econômicos do FACRA, sua comparação com as metas estabelecidas e com o direito de emitir pareceres ou recomendações;
  • Conselhos sobre a celebração, alteração, denúncia, resolução e rescisão de contratos de empréstimos, concessão de garantias pelo FACRA e contratos que impliquem, para FACRA, montantes das despesas ou a assunção de responsabilidades;
  • Acompanhamento das actividades do Conselho Fiscal e dos auditores externos do FACRA;

As deliberações do Conselho Fiscal precisam ser aprovadas por maioria simples, excepto para certas matérias, que devem ser aprovadas por unanimidade.

O Conselho Fiscal é responsável pela revisão e validação do relatório anual de contas.

Membros:

*O presidente será em breve anunciado
Fernando Hermes – Vogal
Luis Silva – Vogal